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O Dao é um termo chinês que
está intimamente ligado com o fluir mas que normalmente é traduzido por O
Caminho. Porém e na realidade o Dao tem a ver com o natural fluir das
coisas e sendo o natural percurso da natureza o Dao tem como simbologia
máxima O Fluir da Água. Deste modo, a água tornou-se a representação do
Dao porque ela, no seu percurso, procura sempre o caminho que lhe conceda a
menor resistência, porque ela não compete, não luta, simplesmente flui e
expande-se cumprindo as leis da gravidade e da pressão atmosférica. Não
encontrando saída perante vários obstáculos, avoluma-se até que a determinada
altura ultrapassa a altura deles e sem esforço deixa-se levar pela gravidade
prosseguindo, de novo, o seu curso. Não obstante ela, no seu fluir sem esforço,
sulca as montanhas e as serras, cava cavernas e corrói o ferro. A acção sem
esforço da água é a imagem mais viva do Dao na Terra.
« A bondade superior é como a água;
A água favorece tudo e nada exclui;
Permanece nos lugares que outros depreciam
Por isto se assemelha ao sábio.
No viver encontra a felicidade da vida;
No pensar assemelha-se ao abismo profundo;
Na bondade harmoniza-se com todos;
Nas palavras é sincero;
No governo[1] equilibrado;
Trabalha com rectidão;
No caminhar encontra a oportunidade do
tempo.
Sendo assim a nada se opõe e a maldade é-lhe
alheia.
»
(Dao De Jing 8)
A sua cristalinidade, a sua
constante renovação – como se sói dizer « ninguém se banha duas vezes na mesma
água » -, a sua capacidade de tudo regenerar, de em si conter todas as
capacidades de manter todo o tipo de seres, sendo ela um mineral que em tudo
exibe a vida e muito mais, para todos os povos deste Planeta a água tornou-se
um símbolo primordial universal. Quem poderia, perante tudo isto, melhor
representar o Dao?

Significa literalmente, no
sânscrito, um suporte, um instrumento. No hinduísmo, o yantra, é
o equivalente gráfico – linear mas essencialmente geométrico -, do mantra
exibindo as manifestações cósmicas dos poderes divinos. Por isto, o mantra e o
yantra são indissociáveis tanto no acto de concentração, como na ritualística
sendo o mantra considerado a alma do yantra. Mas não pensemos que os yantras
são apenas formas geométricas cartesianas; elas possuem a tridimensionalidade e
mesmo a n-dimensionalidade geralmente incapaz de se observar com os nossos
olhos físicos apenas surgindo-nos na meditação e em função da sua profundidade.
Sem errar posso afirmar que na medida em que essa forma geométrica se vai
tornando mais complexa mais tende para Mandala, significando literalmente, este
termo, o círculo.
Não obstante o mandala e
apesar do seu significado literal, surge-nos sempre baixo uma forma quadrática
que atinge uma grande complexidade nas suas formas esquemáticas e nas texturas
das suas variadas cores. O mandala resume-se muitas vezes pelas suas
manifestações espaciais como uma imagem do mundo mas, na realidade, expande-se
à representação dos poderes divinos. Sendo em si uma imagem psicagógica conduz
aquele que a contempla à iluminação.
Porém, acrescentar mais sobre esta matéria
seria perigar em me afastar demasiado daquilo a que me propus: o Dao. Não
obstante, poderá ficar para futuras exposições e debates nesta sala, mas não
por mim porque não domino minimamente esta matéria. Porém e como conclusão,
posso-vos afirmar que a nível da geometria n-dimensional, em geral, e da teoria
dos grafos, em particular, o mandala faz-se sempre presente quer nos passos
intermédios das equações n-dimensionais, quer nas suas resultantes. Não
obstante e até aonde me encontro actualizado a nível das matemáticas puras,
esta teoria nunca obteve os resultados práticos a que se propunha e em que um
deles era o de substituir o cálculo tensorial que prossegue como o sistema de
cálculo fundamental para a teoria da relatividade generalizada e restrita iniciada
por Einstein. Talvez que a missão dos Mandalas seja apenas – o que já é muito -
o de conduzir os seres à iluminação.
Nas suas primeiras fases os
exercícios de concentração, mesmo incluindo a visualização, devem ser feitos
numa posição que seja a mais cómoda para cada um sempre tendo em consideração o
aspecto erecto da coluna, a ligeira inclinação da cabeça para baixo e, por fim,
que na postura por cada um adoptada não haja tensão em qualquer parte do corpo.
Um aspecto mais difícil para alguns, porque isto depende muito da anatomia e
dos hábitos multisseculares, é que a língua curva ligeiramente para tocar a sua
ponta na abóbada palatina aonde vai encontrar o suporte para assim se manter
sem que nada esteja em tensão. Esta, talvez, seja a prática que para alguns
levará mais tempo a fim de se encontrar o pleno relaxe de todo o corpo.
Portanto, com a coluna erecta e a posição da cabeça conforme descrevi, fecha-se
os olhos sem se opor à entrada do crepúsculo luminoso que ainda entrará através
das pálpebras fechadas em relaxe e com a boca fechada esboça-se um sorriso[2]
encostando-se, então e por fim, a ponta da língua à abóbada palatina. A partir
deste ponto dá-se imediatamente início à pronunciação mental do mantra e,
claro, se em determinada altura necessitarmos de o pronunciar a viva voz então
o faremos por um tempo mas depois toda a boca volta à sua postura inicial e
pela mesma ordem: fechar a boca, esboçar o sorriso e, finalmente, posicionar a
língua como afirmei.
Quando a concentração se
torna em nós um hábito, o que acontecerá mais ou menos rápido – normal mente
apontamos para uma média de seis meses para uma prática de três vezes ao dia,
mas muitos conseguem em muito menos tempo -, observaremos que a conseguimos
executar parados ou em movimento. Neste ponto, passaremos a exercitar a
concentração: sentados, deitados, de pé, a caminhar, em passo de corrida,
correndo, a nadar, a remar ou em qualquer exercício físico que executemos e
tudo isto sempre com a pronunciação do mantra Om MaNi PeMe Hum(g)
mentalmente, em som baixo ou a viva voz. Desta forma, estamos a ingressar
naquilo a que se chama Artes Marciais.
Uma das formas mais antigas
de concentração taoista contendo a visualização, envolve os seis pontos
fundamentais da acupunctura e que vai a par com as seis sílabas do mantra - o
qual, como é óbvio, deverá ser pronunciado durante todo o tempo deste acto de
concentração - como, também, das seis linhas do I Jing. De todos os
métodos de concentração que pratiquei durante o meio século de taoismo, que já
possuo, este foi o que mais corroborou comigo e é para mim uma preciosidade;
por isto o quero partilhar convosco mas, note-se, ele poderá não representar
para vós o mesmo que para mim e isso, como tudo, é natural. Não obstante, os
mestres taoistas pedem sempre que esta forma de concentração com a visualização
nestes seis pontos seja por todos praticada, pelo menos, até se tornar por cada
um dominada e, depois, sempre que se sentirem necessitados dela, porque esta
forma é muito potente para captar o Chi[3].
Antes de iniciar a
descrição deste método de concentração quero-vos dizer que alguns mestres
taoistas aconselham que durante esta prática apenas se pronuncie o Om como
mantra. Porém há outros, como aconteceu com o meu mestre, que me aconselhou a
usar logo o Om MaNi PeMe Hum(g) e, da mesma forma, há outros que aconselham
o mesmo mantra mas pronunciado em sânscrito Om MaNi PadMe Hum(g) e isto
vos deixo à vossa consideração porque o resultado final será sempre o mesmo.
Assim penso, porque como já vos disse o taoismo assenta na simplicidade... nós
é que temos a tendência para complicar e é nisto, pelo menos, que assenta a
afirmação do desaprender como meta do taoismo.
Adoptando, portanto, a
nossa postura ideal – anatomicamente falando -, com a coluna erecta,
posicionamos a cabeça, esboçamos o nosso sorriso, enfim, fazemos tudo como já
atrás descrevi. Começa-se, então, depois de observar o nosso total relaxe com
toda a calma, por visualizar um ponto no centro sobre mas junto à nossa
sobrancelha esquerda. Este é o primeiro ponto fundamental da acupunctura
segundo o taoismo. Pronunciamos o mantra calmamente enquanto visualizamos esse
ponto e no fim do mantra passamos para o segundo ponto que se encontra na mão
esquerda sobre a almofada da mão junto ao dedo médio; terminado o mantra
visualizamos agora o mesmo ponto na mesma posição mas na mão direita. O quarto
ponto a visualizar encontra-se três dedos abaixo do umbigo. Sempre começada a
visualização dos pontos e terminada com o mantra passamos a visualizar o quinto
ponto que se encontra na almofada do pé esquerdo junto ao dedo médio e, por
fim, passa-se ao ponto na mesma posição mas no pé direito e visualizasse-o;
após terminar o mantra visualiza-se um arco a ser descrito desde o ponto do pé
direito até ao ponto ao centro e acima da sobrancelha esquerda. No percurso da
visualização do arco o mantra é, também pronunciado. As visualizações recomeçam
e vão continuar, numa primeira fase, durante cinco minutos.
Em cada mês aumenta-se
cinco minutos mas nunca se deve ultrapassar os vinte a trinta minutos[4].
Quando esta prática se encontrar nos vinte minutos passa-se a executar com a
música taoista afim e que se encontra na página da internet Martrix, no menu à
direita, na segunda elipse de cima aonde se escreve Music Meditation. Ao
abrir a Music Meditation observaremos que a música só começa algum tempo
depois e isto é para nos permitir prepararmo-nos para a prática; o fim da
música define o fim do tempo do exercício não obstante, tal não quer dizer que
a prática deva durar só esse tempo mas e sim a música, dado que ela possui todo
um conjunto de sons que vão actuar em nós tal como nesses pontos e essa
actuação sonora é que não deve ultrapassar esse tempo. Se iniciarmos esta
prática logo com a música podemos ter que enfrentar sérias dificuldades dado
que esses sons, no início, podem criar pontos de tensão no nosso corpo e
principalmente notaremos uma forte tendência para os dentes se cerrem com
grande pressão. Ao contrário, dominando já a prática sem a música torna-se
depois mais fácil posteriormente enfrentar alguns desses efeitos que essa
música, inicialmente, pode causar em nós. Mas, como costumo dizer, tudo isto é
uma opção nossa e depende muito dos nossos estados interiores. O pensamento
fundamental é que nada disto é nefasto mas deve ser praticado com o máximo de
calma... nunca nos deixemos levar pela irritabilidade ou pela irascibilidade,
porque temos todo o tempo do mundo para alcançarmos esta meta ao ponto de,
depois, até fazermos tudo isto enquanto caminhamos na rua, num restaurante ou
em qualquer outro local ou ambiente.
Esta prática está
intimamente ligada às artes marciais e aqui quero chamar à atenção sobre a
ética destas artes e a prática da Lei da Indiferença já iniciada nesta nossa
web aonde se encontram textos dignos de nota.
« Nas pontas dos pés não se permanece em equilíbrio;
Por alargar o passo não se chega longe;
O exibir-se não torna o ser luminoso;
No se
aprovar não há mérito;
No jactar-se não se encontra o reconhecimento;
No vangloriar-se não se encontra o triunfo.
Isto, comparado com o Dao são dejectos;
Aborrece a todos por serem depreciáveis.
Seguir o Dao é afastar-se de tudo isto. »
(Dao De Jing 24)
As artes marciais aumentam
tal como nos tornam conscientes das potencialidades que possuímos que são de
tal ordem que a sua prática não pode ser dissociada da concentração, da
meditação, da indiferença e nem da ética afim a este tipo de artes, se bem que
meditação e ética, para quem conhece a meditação, se torna uma redundância, tal
como a afirmação « ética afim a este tipo de artes » não é mais do que
um reforço para aquele tipo de seres cujo ego ultrapassa a sua dimensão: peso,
largura e altura... porque a massa encefálica, neles, é muito discutível, porém
« Que cada coisa siga o seu curso
natural;
Não se procurem os extremos;
Uma espada em riste não pode permanecer;
A sala repleta de ouro e jade é difícil de
guardar;
Opulência e poder determinam a soberba
E disto surge a ruína.
Acabada a obra e o mérito cumprido
É oportuno retirar-se.
Isto ensina o Dao do Céu. »
(Dao De Jing 9)
Qualquer mestre que se
preze nos ensinará que a estratégia assenta em esgotar as hipóteses de
confronto porque
« O verdadeiro general não possui desejos
de guerra;
O grande guerreiro não é violento;
O grande conquistador não combate;
Aquele que é grande mantém-se abaixo dos
homens.
Esta é a virtude da não-acção
Esta é a forma de conduzir os homens;
Esta é a suprema União com o Céu.
(Dao De Jing 68)
Por isto eu afirmo que
perante situações de confronto as nossas aptidões marciais deverão ser a
última acção a assumir. Porque é preferível que nos dêem uns bons pares de
lambadas – caso a vontade do agressor não nos conceda qualquer tipo de
argumentação -, mesmo fugirmos ou fingirmos estarmos desmaiados, deixarmo-nos
ser roubados mesmo que disso dependa o nosso sustento, mas até um determinado
limite... agora, há que não precipitar esse limite e nisto consiste a sabedoria
porque e como já vos disse, « é impossível afirmarmos que apesar de as
nossas coisas interiores estarem em desordem temos sob controlo as coisa que
nos são externas. »
Podemos ganhar um combate?
Quando sob a lei da indiferença conceitos como ganhar ou perder não se fazem
presentes, o que significa ganhar ou perder um combate? A única coisa que se
aprende de tudo isto é a lição e isto é, se o modo como actuámos no todo e nas
suas parcialidades corrobora connosco... com o Dao. Uma coisa é certa para quem
está ciente do fim das artes marciais, é que em toda a nossa vida só há um
combate e esse é connosco próprios... é o combate traduzido no Bhagavad Gita.

Falo com as pessoas como
elas falam comigo, questiono as pessoas tal como elas também o fazem, participo
com elas e elas comigo, dedico-me a procurá-las tal como elas me buscam e de
diálogos aqui e ali, daquelas perguntas sempre respondidas porque as pessoas
buscam, seja em que tipo de sociedade for, noto que apesar de toda a vida
ocupada que possuem e que muitos assim a desejaram, o gosto é um elemento vazio
nelas dando lugar ao desgosto ou, pior ainda, a uma indiferença que para quem a
defende, como eu, me vejo na contingência de vos alertar para o cuidado, a
estratégia, de se saber quando a indiferença – por arma potentíssima que o é –
deve ser aplicada ou não sabendo, inclusivamente, que a estratégia vos
transmitirá isso e que todo o Dao vos elucidará sobre a estratégia através do
estudo, da investigação de todas as coisas e, acima de tudo, pela meditação. Então
observei que o gosto é um elemento subtil e misterioso[5]
capaz de nos aparentar poder conceder a felicidade e a plenitude. Aqui e sobre
isto, recordei-me duma antiga história hindu em que para um saniasin tinha
chegado a altura de deixar temporariamente o ashram[6] a
fim de viver nas densas florestas e aí pôr em prática todos os sistemas de
sobrevivência e autodefesa aprendidos; também e após um tempo nessa selva,
teria que saber como entrar nas aldeias e vilas para devidamente ensinar e ter
direito à sua refeição que, por pior que fosse, seguramente seria mais
requintada do que as ervas, as subcamadas das cascas de árvore e os tubérculos
que pelas florestas podia recolher e ingerir cruas. Esse saniasin tinha, pelo
ashram, todo o seu tempo estabelecido e deveria permanecer fora dele por cinco
anos, dos quais três seriam passados dentro das florestas ausente de alguém
apenas contando com os seus conhecimentos e estratégias.
O tempo passou e chegou a
altura de se dirigir à primeira aldeia, que era a mais próxima, para recolher a
dádiva do povo, o seu alimento, e ensinar. Determinado, entrou muito calmo e
compassadamente; mas eis que da primeira casa, à entrada da aldeia, uma senhora
rapidamente se dirigiu a ele com o alimento que, como ela afirmou, lhe competia.
Escandalizado, o saniasin
abandonou a aldeia e retornou ao ashram não cumprindo desta forma a meta que
lhe tinha sido estabelecida como saniasin que era. No outro dia o mestre
abeirou-se sentando-se a seu lado « porquê meu filho essa tua decisão precipitada?
» « Não posso admitir que estando eu neste Ashram desde bebé e tendo sido
instruído sobre tudo tal como sistematicamente ter sido posto à prova e sempre
ter passado todos os obstáculos tenha observado numa aldeia de analfabetos uma
pessoa desse povo sábia e, ainda por cima,
iluminada e ter-se dirigido a mim! » Ao que o mestre o interpelou
para lhe acalmar o ódio « Mas ao menos reparaste como eles viviam e como à
vida se dedicavam...? » « Ele estava debruçado sobre uma pedra enorme a
qual trabalhava e ela, pelos vistos, tratava da lida da casa e da horta. »
Ao que o mestre esboçando o sorriso acrescentou « tens razão, desde a
infância que esse homem se dedicou a essa pedra decidido a dela alcançar a
forma mais formosa e, da mesma forma, a sua esposa aceitou casar com ele mesmo
sabendo que financeiramente ele pouco a poderia ajudar pela sua dedicação;
aliás, toda a aldeia o sabia e reprovou-a pelo seu casamento com ele. Mas
observaste o gosto com que ela se dedicava
à horta e todo o amor que dedicou à tua refeição e à do seu marido; não
obstante foi a ti que primeiro a concedeu e, por tudo ao longo das suas vidas,
não só ela mas também o marido alcançaram a iluminação. »
« Quando os seres conhecem que a bondade
é boa;
Sabem, então, que a maldade existe;
. . . . »
(Dao De Jing 2)
Esta história, verídica ou
não foi-me contada por Sri Govinda nos anos setenta e não só a mim como a
muitos como eu que caminhámos para Índia na ânsia de ingressar num Ashram do
Alto Pradesh; comigo estavam personagens como Eric Clapton, Cat Stevens e
outros ainda hoje famosíssimos que também ouviram esta história; agora... se
ela foi publicada ou não, não sei. Mas nesta história surgem os tais elementos,
entre muitos, que nos fazem sentir preencher o vazio que ouvimos muitos
traduzirem sentir e que parecem completar a vida a quem possui um trabalho
considerado, geral e trivialmente, menosprezante e com uma vida assaz plena de
dificuldades.
Destes elementos comecei
por focar, no início, o gosto e durante a história surgiram outros como
a dedicação, o almejo e o amor; ora tanto a dedicação
como o almejo assentam no elemento esperança e se repararmos
todos estes elementos nos alheiam do tempo e das condições a que nos
encontramos sujeitos; numa palavra: completam-nos.
Para quem ama tudo toma
sentido, tudo tem o seu gosto; as indiferenças, os pessimismos e os medos dão
lugar aos almejos e a dedicação a tudo abarca. Na realidade nada no mundo mudou
tal como o sabor da mais deliciosa comida se mantém mas para quem perde o
paladar esse sabor deixa de existir. Da mesma forma, para o ser que ama se essa
razão ou o objecto do seu amor deixar de existir tudo volta a negritude
anterior, quando não pior. Tal é a imagem que nos exterioriza o saniasin da
história que usei que pelo seu amor, almejo e dedicação se lançou em todas as
empresas que o Ashram lhe exigia procurando em tudo alcançar a máxima perfeição
mas bastou a ausência daquela indiferença estratégica para que a incompreensão
e a revolta tomassem posse dele[7].
Os nossos comportamentos são assim e para quem não medita apenas se encontra
capacitado para observar em si nuances que são aparências porque na realidade
são grandes saltos de humor; para quem sabe e medita observa que, no caso do
saniasin bastaria apelar por um mínimo lapso de tempo para a indiferença – em
vez de pelo espanto demolidor – a fim de permitir que a sábia compreensão o
permitisse prosseguir na sua tarefa e cumpri-la.
« Quando os seres conhecem que a bondade
é boa;
Sabem, então, que a maldade existe.
Quando os seres conhecem que a beleza é
bela;
Sabem, então, que a infidelidade existe.
Assim
Ser e não-ser comungam um com outro.
O difícil e o fácil se complementam;
O largo e o curto são em si relativos;
O alto e o baixo se acompanham;
O som e o silêncio se harmonizam
Antes e depois se sucedem.
Portanto, o sábio
Ensina sem palavras, obra sem acção
Nada deixa por realizar.
A manifestação da existência não se pode
opor a si própria;
Actua mas não se apropria;
Na obra não exige os méritos
E é por isto que o mérito não lhe pode ser
retirado.
(Dao De Jing 2)
Portanto, de tudo o que
abarquei até aqui apenas foquei os elementos porque tanto o sabor, como o amor,
o almejo ou a dedicação são isso mesmo e daí poder afirmar que ainda mais
profundo e perene que tudo isto, há algo que é a tal centelha. A mesma que
apesar de toda a dedicação e almejo daquele homem, na nossa história, que desde
pequeno trabalhava aquela pedra para obter a forma mais perfeita sem o permitir
que se demovesse desistindo por pessimismo. Todos os elementos estavam
presentes nele, mas era essa centelha que há dezenas e dezenas de anos o movia
a prosseguir calma e seguramente para atingir a forma que almejava; no entanto
o mesmo sucedia com a sua esposa em relação a ele, aos cuidados para com a casa
e para com a sua horta e essa centelha brilhando cada vez mais neles fez com
que alcançassem a iluminação.
Os mestres taoistas ensinam
o valor desses elementos mas exibem a sua perenidade porque assentam em ilusões
acrescentando, então, que é necessário ir mais além para o despontar dessa
centelha no nosso coração porque essa sim, é estável porque é eterna por provir
da realidade Una. Esta centelha é uma partícula subtil, imponderável, mas
quando ela penetra no nosso coração, isto é, quando em nós desponta, a alma de
cada ser amplia cada coisa às dimensões do universo, às esferas cósmicas.
Para o despontar desta
centelha em cada um de nós é necessário trabalhar, orar e meditar durante muito
tempo com toda a constância e, aqui, o almejo através do amor e do gosto
concedem-nos a temperança que mantém essa constância; nesta como em qualquer
matéria, a simples vontade de alcançar de per si apenas nos conduz à
frustração porque não é pela força mas pela não-acção, não é por exacerbados
estudos, mas pela devoção, aquela devoção á qual o amor é indissociável e,
portanto intrínseco. Os estados regulados pela temperança são os componentes
para que o trabalho, a oração e a meditação constantes façam despontar a
centelha em nós.
Mas neste tema sobre os
elementos já muitos termos, necessários é certo, estão a surgir em cena.
Temperança, constância, vontade são alguns dos muitos que devem ser
referenciados, no entanto há um que a todos os acumula: a Fé. Infelizmente com
o crescendo exponencial das seitas altamente rentáveis perante o alheamento e a
indiferença[8]
das igrejas instituídas que, ora lhes dá para se mostrarem mais perto dos fiéis
apenas por aparência porque, na realidade, é sobre esse profundo fosso que os
separa a que esses ministros do divino se dedicam ao ponto de a Fé ter perdido
a sua credibilidade, o seu enorme valor, perante os seres que entretanto se vão
entretendo a sobre ela anedotarem[9]. A
fé é para os papalvos, para os parvos, para os crédulos, para os imbecis... e,
afinal, não há ninguém, não há ser sobre a Terra que não seja por ela e assente
nela que viva.
Uma equipa de cientistas
forma-se com toda as suas forças e confiança de conseguirem demonstrarem que
uma determinada teoria tem todas as hipóteses para entrar no campo do
científico. Dentro de cada um deles já houve todo um conjunto de exaustivas
análises que os convenceu dessa possibilidade. Foi assentes na fé que todos os
cientistas dedicaram anos e anos da sua vida e a maioria deles viu, por fim,
destronadas todas as suas hipóteses demonstrativas, ou porque lhes faltou mais
anos de vida e a morte os ceifou, ou porque no final não possuíram mais
capacidade para prosseguirem. Todo este trabalho assentou na Fé, na verdadeira
Fé que acarreta consigo todos os elementos, já por mim focados, os quais lhes
concederam toda essa dedicação como o homem da nossa história que trabalhava
afincadamente para obter a forma mais preciosa da sua pedra.
Mas pela importância desta
matéria vou ser ainda mais terra-a-terra. Suponham um ateísta[10],
esses seres muitas vezes de uma fé incrível e conheço um grupo deles que
possuem um blog que perscruta a par e passo todos os actos da Igreja
Católica... eles hoje são verdadeiros conhecedores e sapientes da Teologia
Católica, são os ateístas mais teológicos por incrível que pareça. O ateísta
deita-se à noite descansadamente e dorme o seu sono pleno de profundidade
porque tem fé na tecnologia, na manutenção das coisas e, desta forma, a cama, o
tecto ou ambos não iram cair. Um ataque nocturno, um atentado? Não. Ele tem fé
nos sistemas de segurança do seu país ou acredita que a sua pátria não merece
um dispêndio desses mesmo que de fabrico caseiro. Acorda de manhã porque nem ao
se deitar lhe passou pela cabeça poder morrer e... se morresse? Bom morrer a
dormir é muito mais prático, provavelmente menos doloroso e, depois, como não
há vida para além da morte também cessam os aborrecimentos.
Dirige-se para a casa de
banho a fim de se lavar, tem fé de que não vai escorregar na banheira e muito
menos no sabonete... seguramente que não partirá uma perna[11].
Tomam o pequeno almoço que retiram das embalagens, cujos aspectos do controlo
de qualidade e composição já leram cuidadosamente pois foi a base das suas
escolhas e, portanto, tem fé na impossibilidade de estar envenenado – como
aconteceu ao Laboratório Roche com o valium que surgiu no mercado contendo
cianeto e que fulminou vários indivíduos nos EUA há já uns anos, ou como
aconteceu com a Bledine que se fartou de matar bebés e crianças nos anos sessenta
ou setenta.
Pega na sua mala com todo o
material, desce o elevador – impensável cair porque tem as manutenções em dia –
e sai para rua com toda a segurança de a quem não vai cair um vaso com flores
na cabeça, uma janela ou mesmo um carro se despiste e vá embater nele junto à
porta de saída.
Disse e reafirmo que tenho
a minha opinião muito bem fundamentada, porque corrobora com a minha
consciência, sobre os seres ateístas e os seres materialistas e podem lê-la no
meu texto Religião, Espiritualidade e Materialismo, nesta web da
FozIber. Da mesma forma, no meu texto Os Filósofos do Século XIX não se
tratou para mim apenas de uma exposição plástica por me ser alheia; não! Toda a
exposição corrobora comigo e foi dessa forma que a expus aos alunos do décimo
ao décimo segundo ano do Liceu de Cacilhas[12] e,
senão, vede o ênfase que dei a Kant[13],
tal como daria a Bertrand Russel em especial aos seus fantásticos Ensaios
Cépticos, porque os considero de suma importância para a visão do
Espiritual por mais incrível que vos pareça.
Já vos disse que a saúde, o
amor, a luz tal como os outros elementos produzem grandes transformações tal
como a sua ausência mas, acima da saúde, do amor e da luz a Fé faz-se
presente... não é um elemento mas uma soma e ultrapassa todas as operações. Não
é a centelha mas é o caminho único para a despontar, por isso vos digo que a fé
é uma soma para o despontar dessa partícula que por ser omnipotente,
omnisciente e omnipresente é a centelha proveniente do Dao.
« O Dao é um recipiente oco;
Quanto mais produz mais difícil é de
transbordar;
Desse manancial brotam todas as coisas;
Mas a sua profundidade é que permanece para
sempre.
. . . . »
(Dao De Jing 4)
E como é que esta centelha
pode em nós despontar? Através do Sacrifício, da Renúncia e da Abnegação.
Parai! Há que não concluir e muito menos dramatizar segundo as tragédias que
estes termos implicam no cristianismo, no muçulmanismo e no judaísmo, pelo
menos. Deixai que o Dao vos fale porque na sua simplicidade tudo vos diz...
apenas sejamos simples para o entender.
« O Dao é um recipiente oco;
Quanto mais produz mais difícil é de
transbordar;
Desse manancial brotam todas as coisas;
Mas a sua profundidade é que permanece para
sempre.
Suaviza as
próprias asperezas,
Organiza as dispersões,
Modera o resplendor,
Silencia o estrondo.
Obscuro como a profundidade das águas o Dao
prossegue;
Desconhecendo a sua proveniência,
Assemelha-se ao predecessor de todas as
coisas.
»
(Dao de Jing 4)
Se nesta altura pegardes no
I Jing e o analisardes sobre esta matéria, observareis que todos os
fantasmas que vos afloraram perante a trilogia do sacrifício, da renúncia e da
abnegação, não possui qualquer razão de ser porque apenas são sombras de
tenebrosas frutos de uma falta de nexo medieva e se o termo Fé possui a
carga negativa que já vos exibi, quanto mais não possuirá em vós o aspecto
monástico do sacrifício, da renúncia e da abnegação? Pegai no I Jing e
perguntai-lhe porque é a cada um de per si que cabe a resposta e este
seria o aconselhamento de Carl G. Jung[14].

Eis que é neste simples
título que consiste o sacrifício, a renúncia e a abnegação do ser. Mas decidi
eu mesmo consultar o I Jing para que nos esclarecesse sobre esta matéria[15]
para vos mostrar e demonstrar, sem delongas, que o elefante pariu um rato
no que concerne à ideia dessa tão problemática trilogia, se assim a
posso agrupar e denominar.
Purificar assenta no
trabalhar naquilo que em nós se deteriorou usando para tal aquela força que em
nós existe como uma acumulação de água subterrânea. Já vos disse que a imagem
suprema do Dao assenta no fluir da água e, neste caso, essa água subterrânea
representa a força de um exército, a força que independentemente do nosso
estado que há em nós. Quando a suave indiferença – a indiferença que tanto o
Dao apregoa como sine qua non – se une a uma rígida inércia[16] em
nós tal resulta em estagnação, desta forma somos como um vaso aonde no nosso
conteúdo os vermes proliferam. Porque este estado implica culpa ele só pode ser
ultrapassado pela remoção da causa dessa nossa estagnação. Ora, para tal, há
que recorrer a essa água no nosso interior, a essa força, qual exército, mas
que por ser perigosa no seu âmago exige disciplina e obediência na sua actuação
e nisto, meus caros, reside a trilogia: sacrifício, renúncia e abnegação. O
sacrifício assenta no trabalho do remover do que em nós, por mais querido que
nos pareça ser, é a causa da estagnação; a renúncia assenta no não permitir, ao
reconhecer a causa, que a força que nos é intrínseca e que aumenta com o
reconhecer essa fraqueza, nos conduza a actos impensados inclusive e ainda
pior, transporte as nossas culpas para outros; a abnegação permite-nos o nem
tampouco deixar-nos levar por qualquer tipo de complexo. A lição, essa sim,
essa guardamos.
O que nos levou ao estado
de impureza não foi um destino imutável – tais coisas como o imutável é alheio
ao Dao – mas sim o uso abusivo daquilo a que consideramos liberdade. Um ser que
reconhece isto trabalha para melhorar as condições buscando a harmonia;
amedrontar-se perante esse sacrifício nunca! Pelo contrário, deve empenhar-se
nele com toda a energia sabendo de antemão, como já afirmei, que essa força
interior deve ser devidamente domada e aplicada jogando aqui a renúncia a
qualquer acto que não seja em nós porque foi por nós e não por outros, que a
corrupção nos atingiu e nisto reside a abnegação: nunca culpar os outros, mas
procurar sempre em nós as causas das nossas deteriorações para depois permitir
afastá-las, mas sem nunca esquecer o histórico das causas, acontecimentos e
soluções afins.
Toda a energia que há em
nós é uma massa que necessita de disciplina e organização e se sem firme
disciplina nada se pode alcançar, não pode ser imposta por meios violentos; por
isto se diz que o coração deve ser conquistado a fim de lhe despertar o
entusiasmo. Mas para que o nosso âmago possa desenvolver as suas capacidades
necessita de uma profunda autoconfiança para que possa assumir a total
responsabilidade enquanto todo o processo purificativo durar. Porém uma acção
de purificação levada a extremos é conducente a danos e devastações; por isso,
nesta matéria, nada deve ser avançado apressada e impensadamente.
Como foquei em relação às
artes marciais – e este é o nosso derradeiro combate mas sempre presente -,
qualquer forma ou acto radical só se deve dar em última instância: d’onde,
paixão, guerra, delírio, vitória são sentimentos contraditórios à abnegação e,
aqui, podemos observar quão próxima abnegação é da indiferença... ora acontece
que à verdadeira indiferença se chama abnegação e excomungada seja toda a
conjuntura de distorções que até sobre a abnegação existe. Mas e nesta matéria
o I Jing nos afirma que tendo como base a justiça e a perseverança nada
em nós poderá errar nesta via da purificação.
Para concluir o que afirma
o I Jing sobre esta matéria – e se a minha súmula contém falhas tal é
erro meu porque a súmula é minha -, chamo à atenção para aqueles que agem com
excesso de energia com o fito de corrigir os erros do passado porque tal pode,
de vez em quando, provocar dúvidas, discordâncias interiores e aborrecimentos.
Há que ter em mente que em matéria de acções correctivas é preferível o excesso
de rigor à insuficiência e mesmo que pela dureza do processo sobrevenha algum
remorso apenas há que ter em mente que no taoismo dureza, remorso, rigor ou
insuficiência, são elementos dos quais conclusões serão por nós tiradas mas
nunca culpas porque este combate é apenas e só connosco. Mas na continuação
desta minha exposição surge uma criança como que morta, como que a caminho do
seu funeral e cujo carro que a transporta foi usurpado e isto é muito
importante para o que vos quero explicar sobre purificação e, por tal, prefiro
concluir o que sobre o I Jing estava a expor para com mais sustentação
pegar no simbolismo dessa criança.
No culminar desta
introdutória à trilogia sacrifício, renúncia e abnegação, agora esperando que
estes termos estejam mais no seu sentido correcto, conclui o I Jing
afirmando que nem todos os seres estão obrigados a se envolverem nos assuntos
deste mundo e, desta forma o afirma:
« Ele não está ao serviço de reis ou
príncipes.
Propõe para si objectivos mais elevados. »
Há
seres cujo desenvolvimento interior lhes permite deixar o mundo e que o mundo
siga o seu rumo, sem se envolverem nas questões ou reformas da vida pública...
a estes chamamos monges porque a sua vocação é o serem. Tal recolhimento apenas
é justificado quando o ser se dedica a realizar em si mesmo os ideais mais
elevados da humanidade e do humanitarismo; pois que, ainda que aparentemente
distante, o sábio cria para o futuro valores humanos incomparáveis. D’onde,
nunca implica numa atitude passiva ou meramente crítica... porque não é uma
greve ou uma revolta anti-social.
Já vos tenho dito: vós dais
banho a uma criança mas ficais com a água suja e deitais fora a criança. Ainda
há pouco vos foquei a criança morta cuja carroça que a transportava foi roubada
e, como é óbvio, tudo isto é ricamente simbólico. A criança simboliza – nada de
novo para ninguém – aquilo que é intrínseco em nós mas – e agora não tão nada de
novo para nós – não apenas o puro que há em nós. A criança exibe, no mínimo,
uma tricotomia em nós: a continuidade genética, a continuidade reencarnativa e
a experiência que desde a vida intra uterina viveu até onde se definiu que
deixou de ser criança. Existem depois todos os lirismos da criança que há em
nós mas não tenho tempo para esses porque nada me dizem afora a tricotomia que
já aventei e que, no final de contas, se observa que essa criança que há em nós
nada mais é que essa tricotomia[17].
Quanto à água ela representa o que já acima foquei... porém se por um lado é
tudo o que está estagnado pelo outro representa a força militar subterrânea,
aquela força que temos que disciplinar. Ora alguém poderia obstar, mas trata-se
apenas de água suja... quem nisto obstar, se bem tiver lido o que disse atrás e
melhor pensar concluirá que nada é para deitar fora, nada é para rejeitar, nada
é para excluir. Não vos esqueceis do provérbio chinês « Nunca desprezes uma
serpente apenas porque não tem cornos, nunca saberás quando ela se poderá
transformar num dragão. »
Quem não busca despertar em
si a centelha do divino são as que deitam fora a criança e isto acontece pela
nossa ânsia pelas posses materiais; alguém aqui poderia obstar que se trata de
um estado reencarnativo e vos digo que sim; também poderia contrapor expondo os
erros e as cruezas de muitas religiões que ainda hoje nas suas homiléticas não
deixam de repetir o mesmo desde há séculos e que esse mesmo não possui
conteúdo, também estou de acordo.
As religiões são formadas
por seres e quantos deles não entraram na via do celibato, na via do
sacerdócio, por ser a única forma de saírem da pobreza material em que
nasceram? Também e no caso de outros, jogaram traumas, fobias, complexos,
frustrações e foi isso que os conduziu ao celibato e ao sacerdócio sendo muito
poucos, em proporção, aqueles que podem levantar o dedo e dizer «eu
enveredei pelo celibato e no sacerdócio por vocação.» Mas é mesmo assim,
tal é natural e o mesmo observamos no saniasin da nossa história... ele não
possuía a vocação e por tal não podia despertar a centelha divina nele. As
igrejas, os mosteiros e todo o tipo de templos, seja de que religião for,
contêm toda essa variedade de seres e os próprios discípulos de Jesus de Nazaré
não deixaram de registar nos Evangelhos, nas Cartas e, mesmo no Apocalipse[18] as
várias vezes e as várias razões que levaram o Cristo a censurá-los, não
esconderam esses aspectos nem tampouco esconderam que o que pretendiam do
mestre era que tornando-se ele rei de Israel eles fossem príncipes e ministros.
No Apocalipse, nas cartas às sete igrejas mostra-se claramente que nem uma
possui qualquer hipótese. E mostrem-me apenas um livro do sagrado em que exiba
um mínimo de hipóteses para cada um de nós... não há. Mas se se permitir que
essa centelha do divino desponte em nós, então os nossos olhos se abrirão e
todos os livros do sagrado nos exibirão todas as hipóteses, porque toda essas
aparências negativas, como aparências que são desaparecem. Quem é que
procurando um oráculo sobre si fica satisfeito se esse oráculo o contrariar ou
lhe exibir todo um cenário negro? Só fica satisfeito com esse oráculo aquele
que busca o despontar da centelha e esse está muito perto de o conseguir porque
está muito perto do Dao.
Não há qualquer crítica
nestas minhas palavras nem poderia haver porque sei que sendo todos Um todos
buscamos o mesmo mas de pontos de vista diferentes pelas inúmeras variedades
reencarnativas e, mesmo estas, são ilusórias; o sábio vê-as, reconhece e delas
sorri com aquele sorriso pleno de amor porque o sábio não altera, aconselha e
que mais pode ele fazer senão sorrir? Um sorriso sincero como o é o sorriso do
mestre pode contribuir para o despertar de muitos que dele se aproximam.
Conta-se que uma vez um
jovem se dirigiu a um sábio para lhe pedir para ser seu discípulo e o mestre
acedeu. No outro dia o discípulo muniu-se de tudo o que achou necessário para
registar a primeira lição do seu mestre - diz a história que ele ia
carregadíssimo do mais variado material – e desta forma chegou e se assentou no
chão diante do sábio. O mestre olhou para ele, já com tudo preparado para
começar a registar a lição, e disse-lhe que largasse tudo porque havia primeiro
que preparar e beber o chá. Mais de uma hora demorou esta operação e a seguir o
sábio o despediu porque havia terminado a lição. Dias e dias a fio o mesmo se
repetiu entre o sábio e o discípulo o qual não só já preparava o chá como, a
determinada altura decidiu não mais transportar fosse o que fosse com ele para
registar as lições. Depois do chá o sábio fixou o seu discípulo com um sorriso
e disse-lhe « agora sim. Agora está na altura ideal de começares a tua
primeira lição. »
Ninguém possui seja o que
for e é esta ilusão do possuir que nos turva o sentimento e a mente então, que
ao menos se diminua essa ilusão de posses para que melhor se possa sentir a
qualidade delas, para uma maior apreciação, porque o muito enjoa tudo
banalizando. Mas se pensais que por possuir apenas se reporta a coisas
materiais então estais enganados porque nem o sábio possui a sabedoria que
dizemos ser dele. Os desejos dos seres levam-nos à ilusão de possuir a todos os
níveis e no máximo de planos e por isso se diz: aquele possui uma
espiritualidade muito elevada, o outro possui uma enorme intelectualidade,
aqueloutro possui o condão da vidência, etc. Não possui nada! Nada apenas no
grande oceano da ilusão quem assim pensar e a este ponto alguém poderá
perguntar « e quão mau é isso...? » Nem mau nem bom, apenas é e é destes
pontos em cada um e com esta presença de espírito que deveremos começar a
trabalhar na nossa purificação... nem a
água suja que sai do nosso corpo é má, nem a nossa purificação é boa, apenas
cada aspecto é a resultante do acto da auto-purificação e a resultante é a
elevação espiritual, o cada vez mais estar perto do despontar da centelha
divina em cada um de nós, o cada vez mais estarmos perto do Dao.
Mas e num salto, aonde a
descontinuidade é aparência, vamos recomeçar sabendo que recomeçar á a
aparência do continuar… ninguém e nada pode voltar atrás

Linguística
Afim
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Após um aparente grande
intervalo, que compreenderão no seguimento desta introdução, decidimo-nos
prosseguir assumindo a linguística – para o nosso caso o Chinês Mandarim e o
Sânscrito – como parte importantíssima para o desenvolvimento daquilo a que nos
propusemos: o Taoismo.
São já bastantes os anos de
estudo e investigação, que no caso do autor deste texto já conta quarenta e
três anos de acção sobre esta matéria, para um bom histórico dos acontecimentos
que vão do extraordinário ao péssimo não possuindo, em muitos casos, um meio
termo dado que o século XX foi inaudito tanto na grande movimentação das
culturas do Extremo Oriente para o Ocidente através do surgimento de grandes
Sábios, Sris, Mestres, Gurus e outros autóctones desses países longínquos como
no péssimo do que sói dizer-se «já não há cão ou gato que não escreva sobre
isto.» Esses grandes mestres, pensadores, monásticos e outros abriram-nos
as portas do acesso ás suas grandes culturas o que no século anterior e mesmo
nas duas e meia primeiras décadas deste século só os grandes filologistas,
muito poucos, puderam transmitir em obras cujo preço a poucos era acessível.
Vimos, de repente um enorme volume de documentação inundar as nossas livrarias
com preços cada vez mais acessíveis ao ponto de nos anos setenta (e já antes)
uma grande população ocidental possuir acesso aos livros e discografia do
Extremo Oriente.
Claro que não há bela
sem senão e, de repente, uma segunda vaga literária aberrava fruto
de leituras diagonais e ou comparativos imbecis que conseguiram com a
deturpação obter enormes lucros e, pior ainda, o título de eruditos do
orientalismo comendo à mesma mesa com alguns intelectuais desconhecedores da
matéria e deixando-se envolver e mesmo participar com essa escumalha. Plágios
esfarrapados, indutores ao erro por concepções que nunca couberam na cabeça de
um chinês, matéria de pôr os olhos em bico, inundou de tal forma livrarias e
quiosques que se chegou a um ponto de rever o material original no seu idioma.
Nós sabemos que esta
introdução vos poderá estranhar, fazer-vos mesmo pensar se não será falta de
prática de escrita mas estamos certos de que ao longo deste texto entendereis o
intuito de toda esta verborreia que para nós também não é o mais interessante
mas la nobless oblige. Os preços baixaram, os leitores aumentaram e num
repente inúmeros auto proclamados mestres encheram e preencheram o mundo
ocidental de escolas cuja arquitectura vão aprimorando desde os primórdios. Se
observarmos bem e já no século XXI, o aumento das escolas de yoga, das
organizações – tal como as igrejas -, de pseudo Ashrams – há Ashrams no pleno
sentido do termo, felizmente – é de tal forma significativo como os
exorbitantes preços que cobram. Isto é: a praga prossegue num feliz crescendo
semeando a adulteração e o descrédito em tudo fazendo-nos lembrar uma
professora de yoga, proprietária do seu lindíssimo centro, que estava
calmamente a fumar o seu charro para ter pachorra de enfrentar a sessão de
meditação que a seguir iria ter o frete de dar aos seus alunos que lhe pagavam
a preço de ouro «tive que entrar numa onda mais comercial…» confidenciou-nos
entre duas passas de haxe.
Ora é esta praga sem
escrúpulos a causa desta introdução tão fastidiosa mas necessária, há que os
tomar em consideração e afastá-los de nós veementemente para o benefício dos
que buscam com toda a honestidade vendo-se na constante contingência de terem
de saltar estas barreiras frequentemente e quantas vezes, pela sua natural e
necessária desconfiança, serem taxados de mal educados perante outros também
honestos mas desconhecedores do but daquela actuação.
Afirmamos que não possuímos
a verdade nem a mestria total seja do que for, mas para que terceiros não sejam
vandalizados, com o fito de os proteger, decidimos mastigar umas linhas – não
que este texto possua palha mas, nítida e propositadamente, estamos a queimar
linhas como que medindo a pachorra de cada um e é esta a ideia profunda.
Sabemos que alguns, mais teimosos, conseguirão mesmo assim suportar e
ultrapassar todo este palavrear mas também já muitos outros descobriram e estão
a usufruir daquilo que vos queremos apresentar, comercializando tudo sem
respeito ao modo como o receberam. Sentindo agora que a missão para alguma
depuração se encontra concluída vamos ao que interessa com o devido respeito,
não por nós mas, por aqueles que durante anos se esforçaram para nos presentear
com a jóia do seu trabalho com o fito de nos facilitar a vida e dos quais já
alguns – nesta matéria estes poucos já são demais – por falta de suporte tal
como por abusos sucessivos decidiram retirar-se de cena deste palco tão
importante.
Muitos de nós nos debatemos
com os preços dos materiais para um aprofundamento daquilo a que nos propomos e
a linguística, como qualquer aspecto técnico, é uma das imagens da aberração do
dispêndio que os materiais exibem muitas vezes sem razão pelas já inúmeras
reedições, as quais, devendo reduzir os preços muitas vezes não só os mantém
como os aumenta sem qualquer revisão se ver nelas ter sido executada.
Argumenta-se que a rentabilidade, os custos, do tradutor aumentaram mas só se
for o do tradutor de âmbito comercial (?), ou do industrial – estes sim, já
acreditamos -, ou o de questões governamentais, diplomáticas, etc, porque a do
comum tradutor de documentos a rentabilidade é uma miséria, pelo menos neste
país à beira mar plantado.
Agora, para o estudante que
pretende aprofundar toda uma documentação, quer por questões investigativas
individuais com ou sem o intuito de um desenvolvimento espiritual, o preço
torna-se insuportável e são muitos autores que reconhecem este facto colocando
na Internet todo um software gratuito ou pedindo que se contribua, software
esse cujo esmero merece um aplauso de profundo reconhecimento.
Mas relativamente ao
taoismo, pelo menos, também possuímos toda uma riqueza que é de aproveitar
pedindo nós que, por favor, tenham a hombridade de doar de acordo com as
hipóteses de cada um. O que se dá pode parecer pouco mas muitos a contribuir e
fazendo-se contribuições contínuas, estamos a permitir que mais e mais software
surja gratuitamente tal como permite updates com maior regularidade.
Neste âmbito decidimos
apresentar-vos os softwares disponíveis, nas condições a que nos reportamos,
relativos ao Chinês Mandarim, ao Sânscrito e a toda uma literatura vastíssima
inerente ao taoismo e não só, como podereis constatar.
Muita da Literatura Chinesa
passou quase que inexplicavelmente para o Sânscrito – e se a China prosseguir
com esta política de perseguição, dantes e ainda hoje aos budistas, tal como
agora aos taoistas qualquer dia os documentos chineses afins à filosofia, à
medicina popular dos chamados médicos pés descalços, ao modo de vida e a toda
uma tão ampla literatura do foro espiritual, apenas serão mantidos no
Sânscrito, no chinês por via do Vietname, especial e essencialmente, mas também
no sul do Extremo Oriente e no Japão… isto sem esquecer Taiwan ( a Ilha
Formosa).
Não obstante o Sânscrito
contém muito da documentação taoista e a grande parte da documentação budista que
mesmo já vertida para o tibetano ainda não alcança a globalidade do Sânscrito,
nem o pretende – ao que podemos observar -, mantendo os mantras, muitos sutras
e outros aspectos na pronúncia que definem como original: o Sânscrito. Se nos
detivermos um pouco na análise do estudo do Tibetano observaremos que tanto a
estrutura gramatical como os sinais diacríticos são os do Sânscrito e os
professores de Tibetano apelam a isto constantemente nas suas aulas: há que
conhecer esta matéria do Sânscrito para se aprender o Tibetano.
Tendo em consideração o por
nós afirmado, vamos expor o mais sucintamente mas também baixo uma ordem de
prioridades que liberte qualquer um de nós de inescusadas dispersões, os
softwares disponíveis e se apresentamos estes e não outros é porque já alguns –
muitos - deles deixaram de ter actualizações e não funcionam ou o aparentam mas
acabam por gerar erros aborrecidos. Portanto, só apresentamos os por nós
testados mas, tal como dissemos, não possuindo tempo para grandes navegações na
Internet – estas buscas tal como os nossos testes já levam dois anos -,
agradeceremos imenso se quem nos ler e encontrar mais material e testando-o o
observar em condições perfeitas, nos comunicar enviando-nos o(s) link(s).
Como prioritário aos textos
chineses possuímos um link de textos da antiguidade aonde os comentários de
terceiros são bem interessantes. Toda a estrutura é valiosíssima e
pedagogicamente rica ou não pertencesse à Associação Francesa dos Professores
de Chinês Liens pour
découvrir la culture chinoise .
No meio de todos estes
documentos podemos encontrar um documento de Confúcio considerado uma Cartilha
Maternal usada para a aprendizagem do Mandarim Le Livre des Trois Caractères - San Zi Jing
qualquer dúvida sobre o como usar este documento é só contactar a FozIber via
E-Mail no fim desta página. Porém e para muitos os caracteres chineses podem
parecer desesperadores e para tal aconselhamos o seguinte e muito completo
software On-line
Chinese Tools o qual contém pronunciação sonora mas para
fazer o download desta base de dados na coluna da esquerda vá a Chinese
Software e clique em DimSum Chinese Tools aí obterão todas as instruções
necessárias podendo também contar connosco nesta matéria. Aqui também poderá
encontrar o Flash Cards que é muito importante e para não ir mais longe, para
evitar a dispersão, poderá guardar dentro do seu directório de Mandarin o link
da base de dados para consulta on-line de termos chineses Zhendic
chinese search onde surgirá na parte de consulta um ponto
de interrogação, o qual deverá ser apagado para encontrar o termo que
procuramos. É muito bom que se explore todas as hipóteses deste sistema,
carácter a carácter, tal como em todo o software que expomos …. Este é o
belíssimo método porque lidamos com silabários e não com alfabetos. Para este não
há download pois é sempre on-line.
Isto é o que, por agora,
propomos para o Chinês Mandarim sendo todas as dúvidas que tiverdes por nós
satisfeitas através de E-Mail ou videoconferência,
na página principal, a fim de combinarmos data e hora para estas exposições.

Para o Sânscrito o material
necessário encontra-se em http://www.sanskrit-lamp.org e
este é o local do download mas não se deixe de ler a sua Homepage; apesar de o programa
ser de instalação facílima, não obstante, sabem que poderão sempre contar
connosco mesmo se o problema for a língua inglesa. Este programa ainda está em
desenvolvimento e por isso e apesar de aparecer um botão a dizer SOM para a
aprendizagem da pronúncia este ainda não está a funcionar. Também se devem
fazer os seguintes downloads Omkarananda Ashram Himalayas - Sanskrit Page
aqui - e esta página pede doação para suporte do desenvolvimento do software -,
faz-se o download do sistema 2003 (Build 2.0.0.38) que é o segundo a contar de cima e o mais
actual. Paralelamente e na página Sanskrit Dictionary Page
deverão fazer os downloads todos para uma mesma pasta (directoria) afim de
executar o programa. De aqui obterão o link de um fantástico dicionário de
Sânscrito que poderão usar off-line.
Porém e até agora, nenhum
destes softwares de Sânscrito têm som mas há um software que se pode mandar vir
da Índia e cujo preço, incluindo os portes, ronda os USA $ 15.00 (quinze
dólares) o que é bastante acessível. No entanto, eu irei apresentando on-line
em dias e horas a combinar e nos sistemas da Internet já atrás referidos a
pronúncia começando pelo silabário Sânscrito, isto é: pelo b-a ba sempre
necessário para um bom desenvolvimento neste idioma.
A FozIber tem aspectos
comerciais e por isso também aparece em foziber.eu mas,
mas relativo a toda esta actividade a FozIber é gratuita; bom, pelo menos um
pouco, é que desta forma também nós avançamos mais rapidamente, mas mesmo que
fossemos mestres desta matéria esta actividade seria sempre gratuita pelo menos
pela hombridade, pelo respeito de quem gratuitamente nos deixou este amplo
legado.
[1] Entenda-se este termo a todos os níveis
como significa em português o qual implica desde as mais altas instâncias
governativas até à nossa casa e ao nosso trabalho.
[2] A importância do sorriso vai-se
reflectir sobre os muitos músculos faciais. Porém, sobre isto debruçar-me-ei
mais adiante.
[3] Fique-se para já com a noção de que o
termo chinês Chi é o mesmo que o Prana em sânscrito.
[4] Claro que se durante a prática
entrarmos no estado de meditação, aí já não há tempo a controlar, porém,
podemos estar seguros que os nossos mestres espirituais não nos deixarão levar
mais tempo nesse estado do que o necessário. Eu já cheguei a ficar cinco horas
e mais mas sempre numa postura fixa e nunca em movimento. Lembremo-nos que há
sempre alguém que no mundo espiritual zela por nós.
[5] Por misterioso reporto a não defenível.
[6] Mosteiro em sânscrito.
[7] Perante esta história e a atitude do
saniasin seguramente que nele nunca essa centelha despontou porque se afirma
que uma vez activa não mais se perde. No seio do Ashram, todo o ambiente do
divino e do sagrado, como o mestre e os monges que passaram, cada um, a sua
prova de saniasin possuem essa centelha dessa forma a espelham nos monges mais
novos o que os move à vontade da perfeição. Essa centelha, normalmente, só
resplandecerá nos mais novos após a prova de saniasin se não vier activa num
desde o seu nascimento, fruto das reencarnações.
[8] Continuar a realçar a ampla gama de
nuances que o aspecto Indiferença possui. Note-se que quanto mais profundo e
elevado é um estado mais cautela tem de haver na sua aplicação. Observaremos o
mesmo no que concerne a Fé.
[9] Criar termos não só é permitido como é
um dos meus pontos fortes... herança dos idiomas orientais seguramente.
[10] Não! Não vou criticar o ateísmo ou o
materialismo. Nada há para criticar para um taoista que sabe que tudo são
aspectos reencarnativos e, portanto, aparentes mas necessários. Ademais,
ninguém é absolutamente seja o que for neste mundo dos relativos; já atrás
afirmei isso.
[11] Eu sei que aqui pode jogar o impensado
como o hábito de assim sempre suceder. Mas conheço muitas pessoas ateístas que
na aquisição de uma casa mandam reformular praticamente tudo para a maior
segurança e, mesmo, já contando com a velhice.
[12] Almada, Portugal.
[13] Que é um filósofo do século XVIII e que
do ponto de vista do Ministério da Educação não teria cabimento na minha
exposição... mas para mim teve e tem!
[14] Discípulo dilecto de Freud foi o homem
que plenamente se dedicou ao I Jing e ao Tharoth.
[15] E sobre estas matérias de consulta é só
observar a precisão do texto, na nossa web, Astrobilas. Porém e para
este tema usei os hexagramas 18 e o 7.
[16] Note-se que inércia é um amplo termo
ligado, como súmula, a admitir as coisas só porque elas assim o são ou assim o
exigem. Esta inércia reside na falta de estratégia, pelo menos. Por outro lado,
esta inércia tal como a excessiva acção mostram as deturpações que muitas vezes
o termo indiferença pode sofrer... aquilo a que eu chamo nuances da indiferença.
[17] De resto, é apenas o eterno fado do Quem
me Dera Ter Dezassete Anos e Saber o que Sei Hoje.
[18] Ou Livro da Revelação.